quarta-feira, março 27, 2013

O dia em que fundei uma start up colaborativa



Nunca tinha feito isso. Até agora.

Peguei o notebook e um projetor e improvisei uma bancada em  uma avenida na região central da cidade. Na parede ao lado projetei uma palavra:

YELLOW

Nada mais. Sentei e fiquei esperando. As primeiras pessoas que passaram olharam desconfiadas, mas, aos poucos, alguns transeuntes se aproximaram e perguntaram o que era YELLOW.

Eu disse que não sabia e as convidei para essa descoberta coletiva.

Então apareceram dois sujeitos, sendo que um deles trazia um polvo vivo no ombro, como um papagaio de pirada. Sério! A diferença é que o polvo era maior do que um papagaio. A dupla se integrou rapidamente ao "conselho de administração" que ali se formou, espontâneo.

No meio do debate sobre a natureza do negócio, o amigo do dono do polvo de estimação sacou um carregador de celular e o plugou no meu notebook.

- Antes de prosseguirmos, eu queria levantar uma questão de ordem, ou melhor, de sustentabilidade - interrompi.

Todos me olharam.

- E certo hackear energia? - indaguei.

As atenções voltaram-se para o "conselheiro", que ficou bastante constrangido. Mas foi aí que percebi que eu também tinha feito um "gato" num poste próximo para alimentar o notebook e o projetor.

Alguns "conselheiros" começaram a debandar, em virtude do prolongamento da reunião.

- Por favor, fiquem. Vamos estipular um horário para o término da reunião, disse eu.

Ouvindo isso, o "hacker" foi até um relógio público e mudou o mostrador para o horário em que a reunião terminaria.

Quando viram este ato de "vandalismo", os outros "conselheiros" debandaram e a "assembleia" se dissolveu como um estouro de boiada, com medo de que a polícia aparecesse.

Nesse instante acordei.

-*-

Esse foi o sonho que tive hoje, narrado da melhor forma que pude.

De tudo o que se passou, resta uma pergunta que não quer calar. Não. Não é o significado de YELLOW. Pode ser alguma alusão a uma situação em que "amarelei". Isso é simples. 

A questão é: o que um cara fazia com um polvo nos ombros no meio da cidade?