domingo, novembro 18, 2012

Google Adsense - Anúncios não autorizados

Comunicado

A veiculação de propaganda comercial neste blog não foi autorizada pelo autor e providências foram tomadas para interromper a exibição desses anúncios (Adsense).

Este blog, nem seu autor, se responsabiliza pelo conteúdo desses anúncios, nem endossa os produtos e serviços divulgados nesse espaço comercial. 



quinta-feira, setembro 27, 2012

Literatura² - Machado de Assis em Quadrinhos

Lá pelo ano 2000, eu e minha esposa desenvolvemos um projeto que visava à produção de uma coletânea de contos de  Machado de Assis, em quadrinhos, adaptados por feras do quadrinho nacional, como Spacca, Jô Oliveira, Maringoni, Newton Foot, Samuel Casal, Caco Xavier e outros amigos do traço, que foram convidados ao longo da maturação do projeto. Orlando Pedroso faria o projeto gráfico. Essa coletânea seria distribuída gratuitamente para alunos de escolas situadas em áreas de alta vulnerabilidade social, em São Paulo (SP).

Inscrevi o projeto na Lei Rouanet e comecei a divulgá-lo. A ideia foi admiravelmente bem recebida pela mídia, mas nenhuma empresa patrocinou-a.

O projeto jaz em minha gaveta.

Para prospectar possíveis patrocinadores, alguns artistas fizeram algumas ilustrações. Orlando Pedroso (com ilustração de Osvaldo Pavanelli) e Spacca fizeram alguns esboços de capa (abaixo, um esboço do Spacca e outro da dupla Orlando e Osvaldo).



quinta-feira, setembro 06, 2012

O fim da comunicação romântica

Assistimos ao fim da comunicação romântica, intuitiva e lírica no mundo corporativo.

O "criativo" cede lugar ao estatístico, e a arte plástica foi substituída pela matemática.


Imaginação não dá mais ROI.

quinta-feira, agosto 23, 2012

Pai de aluguel


Seu filho não se lembra mais de como você é? Sua esposa tira férias sozinha? Essa oportunidade é para você, alto executivo, que sempre chega tarde em casa e não tem tempo para a família.

O seu drama tem solução! Chama-se pai de aluguel. Isso mesmo, por uma módica quantia, você contrata uma pessoa diferenciada para desempenhar o seu papel melhor até do que você. Ele faz lição de casa com sua criança, ouve os desabafos da patroa e ainda faz um cafuné no cachorro. Por um pequeno valor adicional, ele ainda dorme no trabalho, quer dizer, no lar.

Tem pai de aluguel para todos os gostos: pai herói, pai coruja, pai fresco...

 Não perca esta oportunidade. Alugue hoje mesmo um pai de aluguel.

Afinal, pode ser que amanhã não tenha mais uma família na sua casa te aguardando.

sexta-feira, agosto 10, 2012

Um dia na vida da dona vaca


 Dona vaca acordou bem cedo. Após a higiene pessoal, ela se produziu com cosméticos dermatologicamente testados em pessoas  e  vestiu seus calçados feitos de couro ecológico, que dispensa o uso de produtos químicos no curtume da pele humana.

Em seguida  fez o dejejum com o iogurte light de uma respeitada marca de laticínios. Dona vaca consome o produto  com tranquilidade, pois sabe que o leite utilizado por aquela companhia   é  extraído com toda a assepsia  de fêmeas humanas e pasteurizado em seguida, sem qualquer contato bovino.

O rádio informa que o clima está imprevisível, provavelmente por conta do efeito estufa. Diz o repórter que o aquecimento global se deve, em grande parte, aos gases emitidos pelos humanos, que prejudicam a camada de ozônio que protege o planeta.  “Que desagradável”, rumina dona vaca, sorvendo a última colherada do laticínio.

Dona vaca deixa o conforto de seu lar, dá partida em seu veículo elegantemente  revestido de couro humano e ruma para o trabalho, situado a poucos quilômetros da sua casa. Como todo o gado sai para o trabalho ao mesmo tempo, ela enfrenta um pequeno congestionamento, que a faz chegar atrasada.

No emprego, dona vaca é muito eficiente  e recupera o tempo perdido. Meio expediente depois, ela está em um restaurante nas imediações da empresa com seus colegas, fatiando um delicioso bife de bebê humano, amaciado e temperado com ervas finas.  Eles almoçam tranquilamente e ainda sobra um tempinho para dona vaca dar uma espiada na vitrine de uma loja próxima. Ela não resiste e compra uma linda bolsa de couro humano, com enfeites manufaturados com osso.

O resto do dia corre sem grandes novidades. Alguns colegas trocaram algumas chifradas e um bezerro aprendiz quase foi pisoteado, mas no final do dia todos estavam com sensação do dever cumprido. Era hora de voltar para o lar doce lar e se preparar para mais um dia de batente.

Dona vaca pega outro congestionamento na volta. A monotonia do tráfego deixa dona vaca melancólica. E, num raro momento de  reflexão, dona vaca percebe que falta algo em sua vida. Ela vive só. O relógio biológico deu o alarme e seu instinto bovino despertou.

Mas Dona vaca tem uma meta. Construir uma carreira de sucesso e só depois constituir uma família. Mas o que fazer para sublimar seu instinto maternal?

Na vizinhança da cidade, surge a solução na figura de um pet shop. Guiada pela instinto, ela vai até a seção de animais para adoção e se depara com a criança humana mais linda que já viu. Além de alegre, ela estava tosada, imunizada, castrada  e vermifugada. Foi amor à primeira vista. Dona vaca adotou o animalzinho de estimação e a instalou na área de serviço do seu apartamento. Ficaram até tarde da noite brincando e dona vaca adormeceu, com a criança em seu colo.

sexta-feira, agosto 03, 2012

Kafka Ltda


Um dos livros mais angustiantes que já li foi O Processo, de Franz Kafka (1883-1924). É como viver um um pesadelo acordado. Nessa obra, o personagem Joseph K. é acusado de um crime que ignora, julgado e condenado arbitrariamente. Aliás, Kafka tinha uma obsessão: retratar personagens vítimas das circunstâncias ou de sistemas despóticos de poder. Em a Metamorfose, outro exemplo, o protagonista Gregor Samsa simplesmente desperta transformado em um grande inseto!


Kafka é tido como um dos autores mais influentes da literatura ocidental. No entanto (os críticos que me perdoem a audácia), a influência deste celibatário escritor não foi mapeada em toda a sua extensão. Essa interferência transcende os limites fantasiosos dos livros. O modelo kafkaniano de status quo foi adotado e perpetuado pela sociedade, tendo se infiltrado, inclusive, nas células familiares e mitocôndrias organizacionais.


Toda organização, pública ou privada, cujo poder jorra torrencialmente de forma unidirecional, geralmente no sentido descendente, é kafkaniana por excelência. Empresas e instituições, que tomam decisões arbitrárias, ignoram o diálogo e o direito à defesa em seus processos diversos, na relação com os mais variados stakeholders, emulam com maestria a obra desse escritor germânico, consciente ou inconscientemente, todos os dias.


Basta olhar ao redor. Os exemplos pululam como pipocas no microondas.


Não estranhe se um dia acordar com “um dorso duro e inúmeras patas”.

Celular corporativo


segunda-feira, julho 30, 2012

O "próximo": uma espécie em extinção

Cientistas dizem que aproximadamente 150 a 200 espécies de plantas insetos, pássaros, peixes ou mamíferos vão para o beleléu a cada 24 horas. Bem, podem acrescentar "o próximo" na lista de candidatos à extinção porque, paulatinamente, temos nos esforçado bastante para se livrar desse entulho antropológico.

Na Pré-História, os nossos ancestrais, os *pitecus, viviam em bandos, vandalizando árvores e catando piolhos um dos outros.

Mas as copas ficaram muito muvucadas, e parte dos nossos parentes tiveram de ralar no chão em busca de comida. Nessa fase, entre dilúvios e eras glaciais, surgiram as tribos e a bebida alcoólica, não necessariamente nessa ordem.

Alguns milhares de anos depois, com a revolução industrial,  podamos mais alguns galhos da árvore genealógica para facilitar o trabalho dos censores. A configuração familiar básica ficou restrita à clássica papai-mamãe-filhinhos.

Atualmente, o trabalho do censo ficou ainda mais fácil.
Não temos mais nem interesse em perpetuar a espécie.

A verdade é que a relação com o próximo está tão desgastada quem nem suportamos mais a presença física de outro ser humano. Quem vai feliz para a reunião de condomínio? Ou de pais e mestres? Da Associação de Amigos do bairro? Da missa de domingo? Viram?

Num mundo superlotado, queremos mesmo é distância do semelhante.

Quanto mais virtualizado o contato com o próximo, melhor. É por isso que preferimos trocar ideias por intermédio de engenhocas eletrônicas, como "smartphones",  "redes sociais" e tabuletas.

Depois que eliminarmos "o próximo",  finalmente descansaremos em paz.  

"Comédias para família"


quarta-feira, julho 18, 2012

Pessoa jurídica? Não, somente pessoa mesmo


Pessoa jurídica

Já escrevi neste blog minha discordância sobre a comparação de uma organização com o corpo humano. No corpo humano, os órgãos buscam compensar, solidária e automaticamente, a deficiência de outro órgão, no limite de suas capacidades e atribuições. Assim os demais sentidos se tornam mais aguçados em um cego, e o paraplégico, pela força das circunstâncias, desenvolve bíceps de um Mister Universo. É a lei da compensação.  

Nas organizações não é bem assim.

Cada gestor defende caninamente seus interesses e ninguém quer dar um braço a torcer. O empregado quer ganhar mais, e o patrão quer pagar menos.  O marketing quer personalizar tudo e o gerente de fábrica defende uma linha de montagem massificada, mais fácil de operar. E por aí vai. Cada um na sua,  remando o mesmo barco para uma direção diferente.

Agora tenho minha própria teoria. Outros autores devem ter proposto hipóteses muito melhores e fundamentadas, mas, para mim, as empresas deveriam ser administradas e entendidas  mesmo como pessoas físicas, dotadas de uma personalidade (cultura) e identidade (marca)  e não como pessoas jurídicas. O desafio dos gestores seria tornar essa entidade corporativa uma pessoa melhor a cada dia. Mais sábia, mais competente, mais sensível, mais humana.  E não como um monte de esquizoides lutando por seus feudos.

Essa abordagem - até ingênua e romântica, confesso -  facilitaria muito as coisas para todas as partes. Principalmente se os gestores tomarem as decisões baseadas numa diretriz tão simplória que meus dedos chegam até a doer enquanto teclo: “não faça com os outros  o que não gostaria que fizessem com você”.

Sua empresa está na dúvida se vai lançar um produto? Simples. Basta fazer a seguinte pergunta: “Eu daria esse troço para meu filho?”  Ou: “Eu me sentiria ridículo agindo como sugere a  propaganda que está na minha mesa para ser aprovada?”. Se a empresa como um todo pensar assim – como qualquer pessoa bem intencionada faz – o mundo corporativo seria muito diferente.

Raciocínios como esse eliminariam muitas decisões equivocadas e economizariam muito dinheiro.

Como qualquer pessoa almeja.

quinta-feira, março 29, 2012

Girafa

Para este post cabe uma explicação. Há dias eu bolei uma proesiazinha e estava com uma vontade atroz de desenhar uma girafa em giz pastel.  Mas a minha filhota saiu na frente e desenhou essa bela girafinha. Isso facilitou muito minha vida, pois foi só aplicar o texto. Muito bem, filhota!


Como estou dirigindo?


quinta-feira, março 15, 2012

terça-feira, março 13, 2012

Pedido de divórcio


Doce amiga,
nutria por você
afeição antiga.
Éramos cúmplices,
perfeita liga.

Brigas, poucas,
a gente esquecia.
Seguimos adiante,
Vencíamos esquinas.

Entre nós
tudo se dividia,
dia e noite,
noite e dia.

Mas o mundo
(que tudo contamina)
te iludiu,
minha menina.

Semeando intriga,
você se fartou
do que podia
e do que não podia.

De discreta companhia
passou a atrevida inimiga.
Camisa de força,
que me continha.

Minha tristeza
foi sua alegria.
Por isso, é preciso que te diga:
vá para outra freguesia.

Quero divórcio!
Me dê alforria,
Minha cara e inglória
barriga.


Predadores

O símbolo da Lacoste é um jacaré.

O símbolo da Puma é autoexplicativo.

Como o capitalismo é predatório!

quinta-feira, março 01, 2012

Paraíso

Primeiro rascunho a lápis e giz de cera sobre um suporte pouco provável (papel reciclado). Acabamento com fixador (muito pouco ecológico e sociável, pois empesteia o ambiente).  O uso do reciclado, inconsciente num primeiro momento, revela-se adequado para o contexto do cartum. A serpente poderia ser verde, mas fugi do estereótipo. É uma era de biodiversidade. O giz, embora pouco adequado, é sustentável para o bolso de um aprendiz de desenhista, do ponto de vista econômico.


segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Márcia - página 3

Márcia - página 2

HQ espiritualista em parceria inédita com Mozart Couto



Bem antes de ter assistido ao filme O Sexto Sentido, eu havia escrito um roteiro de HQ sobre uma das variáveis da mediunidade conhecida como vidência. Na época, Mozart Couto, que dispensa apresentações, gentilmente materializou em imagens algumas das páginas da história. Mais de 10 anos depois de sua concepção, a HQ permanece inédita, apesar dos meus esforços nesse período em apresentá-la ao mercado editorial. Quem sabe um dia? Seguem três páginas para deleite dos admiradores do brilhante Mozart Couto.