terça-feira, abril 19, 2011

Mercado Financeiro e o Entretenimento

Estatísticos e engenheiros tem queimado boa parte de sua massa cizenta construindo modelos matemáticos para prever o comportamento do mercado financeiro e das ações comercializadas. Tudo muito científico e racional. Mas a verdade é que o comportamento das bolsas tem um componente imponderável e decisivo, que é a percepção dos investidores e analistas financeiros sobre as empresas, seus negócios, cenários e oportunidades. Isso é subjetivo.

O sujeito tem uma noite horrível, acorda com o pé esquerdo e o mundo para ele vira um inferno naquele dia. Seu juízo para os negócios está comprometido. Se, por outro lado, ele, por alguma razão íntima e aleatória, se simpatiza com alguma empresa, faz boas resenhas sobre ela em seu relatório. Portanto, é o humor, paixão e ódio das pessoas, coisas bem mundanas e nada algorítmicas, é que determinam a oscilação dos indicadores do mercado financeiro.

Em vez de contratar executivos financeiros para cuidar do relacionamento com seus investidores, acionistas e analistas, as empresas deveriam requisitar os préstimos do pessoal de entretenimento: cantores, atores e atrizes, roteiristas e diretores de cinema, especialistas no encantamento e sedução das massas. Esse pessoal está plenamente capacitado para influenciar os influenciadores. Desde os tempos da Grécia Antiga, passando por Roma e Guerra Fria, é essa turma que comanda o ânimo das multidões.

Aliás, o relacionamento dos profissionais de entretenimento com a ciranda financeira não é recente. Mick Jagger largou o curso de economia para cair na estrada com sua banda (não é à toa que as turnês deles sempre estão entre as mais rentáveis). O performático e versátil David Bowie já abriu um banco, o Bowie Bank. E o Bono Vox tem uma empresa de private equity, a Elevation Partners. Todos artistas e executivos bem-sucedidos.

Imaginem o sucesso que não seria uma assembléia-geral mediada por um comediante de stand up?

2 comentários:

Pedro Santos disse...

existem modelos amtematicos que levam em conta o humor, embora sejam parciais, são aceitaveis, levam em conta q numa população onde haja mais membros com bom humor é mais provavel outros aderirem o bom humor, embora sempre haja a possibilidade do jogo virar ou oscilar... enfim, a subjetividade do mundo é absoluta, mas a objetividade é nossa unica arma na hora de tomar decisões...

Marcelo de Andrade (Mandrade) disse...

Oi, Pedro. Não sei se fico feliz ou triste em saber que a emoção é uma commodity. :-)

Um abraço,


Marcelo