segunda-feira, agosto 30, 2010

Na real...

Esse negócio de colocar "real" antes do perfil no twitter é engraçado. Alguém é "real" de verdade no espaço virtual?

Mensagem aos "seguidores"

Prezados,

Já disse aqui que não os considero seguidores, mas companheiros. Na verdade, eu é que sigo vocês, pois todo cartunista ou comunicador não é ninguém sem um interlocutor.

Por isso, obrigado pelo apoio e desculpem se alguma vez não respondi a um comentário ou não respondi à altura da atenção merecida.

Um abraço a todos e vamos que vamos.

Marcelo

Pesquisa eleitoral

As pesquisas eleitorais mais recentes provam, mais uma vez, que o povo brasileiro é, antes de tudo, muito generoso.

Voto em branco

Dizem que o voto é um cheque em branco. Logo, voltar em branco é queimar etapa?

Censura

Responda rápido e sem consultar a Uiquipédia, o que é mais daninho à sociedade: aquele que faz o povo rir ou o que ri do povo?

Impostos

Melhores empresas para se trabalhar

Vejo com suspeição listas de melhores empresas para se trabalhar. Por natureza, nenhuma empresa é um bom lugar para se trabalhar. :-)

sexta-feira, agosto 27, 2010

Mensagem subliminar

Tão poucas vezes minhas mensagens subliminares ficaram tão escancaradas quanto no cartum de hoje da Folha de S. Paulo, página B2.

Um abraço a todos e bom weekend.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Hoje, na Folha de S. Paulo, dose dupla

Hoje é dia de cartum inédito na página B2 da Folha de S. Paulo. O jornal também publica hoje tira inédita de Os Bixos no caderno Fovest, personagens desenvolvidos por mim e pelo mestre Spacca.

terça-feira, agosto 24, 2010

Obrigado, Pernalonga

Quando eu era pequeno, às vezes meu pai e eu assistíamos desenhos animados juntos.

O que mais chamava atenção nesses deliciosos momentos é como meu pai se divertia - e ainda se diverte - até com as cenas mais banais.

Hoje me peguei rindo das cenas mais triviais com minha filha.


Obrigado, Pernalonga.


quinta-feira, agosto 19, 2010

Milagre

A vida do Mahatma Gandhi coube num livrinho de bolso?!?

Desabafo

Meus amigos,

O nascimento virou um IPO.

Converso mais com meu celular do que comigo mesmo.

O cristal líquido secou minha retina.

O teclado apagou minhas digitais. Não reconheço mais meus textos.

Sigo várias pessoas no twitter que não sabem para onde vão. E, pior, elas também me seguem.

O Excel é a planilha do capeta. Toda tabela dinâmica resulta em 666. Experimente. Se não deu, é o diabo lhe pregando uma peça.

The Cult foi a melhor banda do planeta por um milionésimo de segundo.

Meus vizinhos só se reúnem uma vez por mês. Para se acusarem mutuamente. É a confraternização do ódio.

Minha filha e minha esposa, amo vocês, isso não mudará, nunca. Espero que me perdoem por isso.

Meus pais, sem vocês eu não seria nada, literalmente. Devo-lhes tudo.

Você, que me lê, obrigado pela terapia gratuita.

Looser

quarta-feira, agosto 18, 2010

Ocultismo às claras

Depois de ler alguns livros sobre sociedades herméticas, cheguei à conclusão de que a alquimia existe. E na verdade não tem nada de oculta ou esotérica. Basta um ingrediente para a magia acontecer: boa vontade.

A boa vontade é a chave da alquimia, ciência capaz de transmutar chumbo (vício) em ouro (virtude).

quinta-feira, agosto 12, 2010

Dia da Mentira - Parte 2

- Pois não? - animou-se o juiz.
- Tenho de corrigir meu depoimento - asseverou o réu.
- Como assim?
- Eu havia dito ao outro juiz que não era responsável pela morte de uma pessoa. Não era verdade. Assumo o que fiz.
- Mas o que fez o senhor mudar de ideia?
- Sabe, doutor, na cadeia me converti. E não quero saber de carregar esta culpa toda para sempre. Quero pagar tudo aqui mesmo e ficar quites.
- Muito bem. Mas por que o senhor matou...(consultando os autos)...fulano?
- Ele devia grana para mim. E eu tinha um nome a zelar, né doutor? A gente tem de impor respeito nesse negócio de drogas, se não os "nóia" dão "cambau" na gente.
- E o que o senhor fez?
- Amarrei ele no para-choque do carro e o arrastei para cima e para baixo pela vila.
- E o senhor quer que essa confissão conste dos autos?
- Sim, o senhor conta para o outro juiz?
- Claro, um momento (sai da sala e liga para o outro magistrado). Siclano, tudo bem? É sobre o caso do Beltrano. Ele acaba de confessar um crime e pede para acrescentar nos autos. Você pode dar um pulo aqui, no meu gabinete?
- Agora não posso. Estou no meio do tribunal. Tome nota para mim, por favor, depois resolvo! Obrigado.
Assim procedeu o magistrado em favor do colega e mandou recolher o réu confesso ao xadrez. O traficante estava resignado, a mansidão em pessoa.
Naquele Dia da Mentira foi a primeira vez que aquele juiz ouviu uma verdade.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Recepcionista com conhecimento em mídias sociais

Gente, é sério, juro que vi esse anúncio:



Tipo de Profissional: Recepcionista com conhecimento em mídias sociaisEmpresa: Spaço SolluaLocal: Perdizes / São PauloDescrição: Irá atuar em clínica de estética, fará o atendimento ao telefone e recepção de pacientes, assim como atualização do site (como ferramenta de blog/Wordpress) e Twitter, assim como as agendas dos profissionais. É necessário experiência e fluência em uso de computador, e

Insônia e o efeito estufa

Cá estou, insone por conta de problemas digestivos, dando minha parcela de contribuição para o aquecimento global.
Descobri, fuçando na internet, que vegetarianos também podem sofrer com flatulência, principalmente os que consomem ovo e leite. Mas não são eles que dizem que a indústria da carne é uma das maiores responsáveis pelo efeito estufa?

Tenho aqui para mim que o maior problema nessa história toda não são os vegetarianos ou os carnívoros.

São os seres humanos mesmo.

Salada indigesta

- Amor, passa um pouco mais da endívia para mim?
- Xi, acabou, amor. Vou pedir para a Rosinha preparar um pouco mais. Rosinhaaa!
- A senhora chamou?
- Sim. Pode trazer mais endívia para nós?
- Não dá, tenho de sair. O Roberto tá me esperando lá embaixo.
- Como não dá?
- Não dando. Meu expediente terminou há meia hora. Tchau!
- Espera aí, Rosinha. Que história é essa? Não foi esse o combinado. Eu te pago para dormir no emprego.
- E eu vou dormir. Mais tarde.
- Mas eu te dou um teto e comida para você ficar à disposição 24 horas, entendeu?
- A senhora não dá nada. Eu trabalho aqui 10 horas por dia, ganho pouco mais que um salário-mínimo, durmo num cubículo sem janela e o armário é um criado-mudo. Pode ter certeza que quem está pagando aqui sou eu. E caro.
- Rosinha! Isso é uma afronta em minha própria casa. Olha que te dou as contas!
- Seria um prazer. Só não sei se vocês teriam dinheiro para pagar as horas extras.
- Horas extras?
- É. E a insalubridade.
- Insalubridade?
- É. Já leu o rótulo de uma água sanitária?
- N-não... Mas isso faz parte do seu trabalho! São ossos do ofício.
- A senhora pode ter certeza que esse orifício é um osso duro de roer.
- Amor, você não diz nada?
- Eu acho que...
- É melhor o senhor não dizer nada, pois está de boca cheia. Adeus.
- Isso não pode ficar assim. Precisamos tomar uma providência. Querido?
- Pode deixar, amor. Não fique irritada. Eu mesmo preparo a endívia... Só tem uma coisa...
- O que é?
- Onde fica a cozinha mesmo?

segunda-feira, agosto 02, 2010

Madrugada na porta do colégio com porcos

Passar a madrugada na porta do colégio para garantir a matrícula da filha, por si só, já uma experiência bizarra.

Mais bizarro ainda é ouvir a conversa de outros pais.

Tinha um deles, um veterinário, que contava sua experiência com suinocultura.

- A gente tinha de fazer uns serviços bem xaropes.

- Ah, é? Que tipo?

- Todo dia a gente tinha de colher a primeira urina dos porcos para exame.

- E como você sabia que era a primeira urina do porco?

- A gente chutava os porcos que estavam dormindo e eles saiam correndo urinando.

Dia da Mentira – Parte 1

Um juiz estadual tinha o costume de reservar um dia da semana para ouvir presos. Esse dia era conhecido informalmente no gabinete dele como “Dia da Mentira”.

Pois num desses dias, ele iria conduzir a uma oitiva diferente.

- Tragam o preso número tal, ordenou o magistrado.

E os funcionários levaram o acusado à presença do juiz, que imediatamente começou a tomar os seus dados para a qualificação.

- Profissão?

- Traficante.

O juiz ficou assombrado com a sinceridade. E deu corda para o acusado:

- O senhor me desculpe, mas é que precisamos ser mais específicos. Para não gerar confusão, sabe? Por exemplo, eu sou um juiz. Mas não um juiz qualquer. Não sou juiz de futebol. Sou um juiz de direito, entende? E o senhor? É traficante de quê?

- De drogas, seu juiz.

- Anote aí, senhor escrevente: traficante de drogas. E lambendo os beiços, o magistrado revolveu os autos... Muit o bem, do inquérito consta que o senhor portava uma Magnum ilegal quando foi preso. É verdade?

- Sim, senhor juiz. Era uma Magnum.

- Essa arma era sua?

- Era, sim senhor.

- Mas que para quê você precisava de uma Magnum?

- O senhor sabe, a profissão exige, né? É uma ferramenta de trabalho.

- Sei. Mas o número de identificação da arma estava raspado. Foi o senhor que fez isso?

- Foi, sim. Sabe, doutor, essa arma era de um policial...

- Entendi. Estou satisfeito. Por hoje é só. Tenha um bom-dia - abreviou o magistrado.

- Um momento, seu juiz. Tem mais uma coisa...

Fim da parte 1