segunda-feira, abril 19, 2010

Eu, na Revista da Indústria, da Fiesp

Gentileza do Ricardo Viveiros e Selma Panazzo, aos quais agradeço a generosidade.

Revista da Indústria da Fiesp, seção Espaço Aberto, página 82: http://www.hkl.com.br/fiesp/.

sexta-feira, abril 16, 2010

Lema de marqueteiros

Unidos venderemos.

Chefia, nunca nos livramos dela

O chefe mais durão

E nossa vida,temos muitos chefes.
Na infância,devemos obediência aos noso primeiros líderes, os pais.

Na escola, temos de cumprir as metas estabelecidas pela professora.

No ingresso da carreira profissional, somos cobrados por uma liderança imediata.
Chega o casamento e temos de acatar o cônjuge.

Vêm os filhos e somos escravos de suas vontades.

Com os filhos vêm os netos, a quem nos devotamos de corpo e alma.

Adoecemos e nos curvamos às ordens médicas.

Morremos e vamos dar satisfação ao Criador.

Mas tem um chefe ao longo da vida que é o mais implacável. É a nossa consciência. Esta, ninguém engana por muito tempo.

Morte

A morte nada mais é do que um recall.

Carma

A Terra realmente é um mundo de provas e expiações.
A primeira coisa que recebemos ao nascer é uma palmada nas nádegas.

segunda-feira, abril 12, 2010

Fale conosco

Uma jornalista ficou brava porque uma empresa não respondeu os e-mails que ela mandou para o "Fale conosco".

Não entendi por que a colega ficou brava.

Se essa empresa quisesse mesmo dar satisfação aos clientes, a seção não se chamaria "Fale Conosco", mas "Falamos com você".

sexta-feira, abril 09, 2010

Hora extra, sexta-feira

Minha vida se esvai
junto com a folha
que da impressora sai.

Ditado adaptado ao mundo corporativo

No mundo corporativo, o pior cego é aquele que quer ver.

Cúmulo do turismo

Viajar para os EUA, França ou Austrália para comprar produtos made in China.

Produtividade versus tempo

Gostaria de ter mais tempo para produzir.
Mas quando sou pressionado pela falta de tempo, produzo mais.
Louco, isso....

Origem das marcas

Marcílio Godói, jornalista e arquiteto que atua com branding, conta que a origem das marcas está intimamente ligada à história da guerra. Faz sentido. Imagine, no calor da batalha, a dificuldade de identificar um oponente ou um aliado. Só mesmo se os dois lados estiverem marcados com símbolos diferentes.

É por isso que, até hoje, as marcas se digladiam para conquistar o mercado. E para conquistar o consumidor, esta presa fácil.

segunda-feira, abril 05, 2010

Desarmado

Poeta sem caderno
é um profeta no inferno.

Destino

Açaí
rosa
jamborandi

babosa
camomila
andiroba,

macadâmia
clorofila,
abóbora.

ovo cru,
alecrim,
urucum.

usei todo tipo de xampu.
só para terminar assim:
careca como nasci.

Cigarro

o cigarro consumiu
o que você viu
e o que você não viu.

Cisco

Um cisco no olho
nublou o sol
como pode uma mancha solar
caber na órbita
do meu olhar?

Terapia

poesia é terapia
para quem lê
para quem crê
e até para quem desconfia.

O primeiro beijo

quando desenho
volto a ser menino
cada cartum publicado
é como se fosse
o primeiro beijo roubado.

domingo, abril 04, 2010

Trégua

linha e lápis
fazem as pazes
no leito eterno
do meu caderno

Detalhes

Sempre o intrigava o índice de acerto de um determinado policial. A maioria dos suspeitos que ele conduzia à delegacia tinha culpa no cartório.

Então o delegado resolveu tirar a limpo o método do vigilante numa ocorrência.

- Que vacilo o suspeito cometeu para chamar sua atenção? – perguntou o delegado à queima-roupa.

- Não olhou para mim - respondeu secamente o guarda.

- E isso é suspeito? - indagou o delegado.

- Muito suspeito, doutor.

Foi o máximo que conseguiu extrair do taciturno policial, que não se enganara mais uma vez. O sujeito era um foragido.

Noutra noite, o delegado voltou à carga.

- Já sei, este também não olhou para você - apontou para um suspeito parado para averiguação. Portava drogas.

- Não, doutor. Esse olhou.

- E isso é suspeito?

- Muito suspeito, doutor.

Aquele mistério estava consumindo o delegado por dentro. Se um sujeito olha, é suspeito. Se não olha, também. Qual o critério? Na diligência seguinte, não deixou barato:

- Muito bem, hoje você vai me explicar direito por que desconfiou desse ladrão de carro que trouxe para cá. Como soube que ele estava puxando o táxi?

- Ora, doutor, tava na cara.

- Como assim?

- O senhor já viu motorista de táxi de boné?

- Não.

- Pois é, mais bandeiroso que isso só carro de test-drive rodando à noite.

Naquele instante o delegado se convenceu que tem gente que nasce para a coisa.

Não tem explicação.

Pai e filho

sexta-feira, abril 02, 2010