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Sexta-feira, Abril 30, 2010
Quinta-feira, Abril 29, 2010
Quarta-feira, Abril 28, 2010
Dúvida corporativo-filosófica
Terça-feira, Abril 27, 2010
Quinta-feira, Abril 22, 2010
Terça-feira, Abril 20, 2010
Futebol, esporte de exclusão social
Teste de coerência
Segunda-feira, Abril 19, 2010
Eu, na Revista da Indústria, da Fiesp
Sexta-feira, Abril 16, 2010
Chefia, nunca nos livramos dela
Carma
Quarta-feira, Abril 14, 2010
Segunda-feira, Abril 12, 2010
Fale conosco
Sexta-feira, Abril 09, 2010
Produtividade versus tempo
Origem das marcas
Terça-feira, Abril 06, 2010
Segunda-feira, Abril 05, 2010
Destino
O primeiro beijo
Domingo, Abril 04, 2010
Detalhes
Sempre o intrigava o índice de acerto de um determinado policial. A maioria dos suspeitos que ele conduzia à delegacia tinha culpa no cartório.
Então o delegado resolveu tirar a limpo o método do vigilante numa ocorrência.
- Que vacilo o suspeito cometeu para chamar sua atenção? – perguntou o delegado à queima-roupa.
- Não olhou para mim - respondeu secamente o guarda.
- E isso é suspeito? - indagou o delegado.
- Muito suspeito, doutor.
Foi o máximo que conseguiu extrair do taciturno policial, que não se enganara mais uma vez. O sujeito era um foragido.
Noutra noite, o delegado voltou à carga.
- Já sei, este também não olhou para você - apontou para um suspeito parado para averiguação. Portava drogas.
- Não, doutor. Esse olhou.
- E isso é suspeito?
- Muito suspeito, doutor.
Aquele mistério estava consumindo o delegado por dentro. Se um sujeito olha, é suspeito. Se não olha, também. Qual o critério? Na diligência seguinte, não deixou barato:
- Muito bem, hoje você vai me explicar direito por que desconfiou desse ladrão de carro que trouxe para cá. Como soube que ele estava puxando o táxi?
- Ora, doutor, tava na cara.
- Como assim?
- O senhor já viu motorista de táxi de boné?
- Não.
- Pois é, mais bandeiroso que isso só carro de test-drive rodando à noite.
Naquele instante o delegado se convenceu que tem gente que nasce para a coisa.
Não tem explicação.







