sábado, fevereiro 27, 2010

Sempre é possível fazer o bem

Sempre é possível fazer algo por alguém.
Mesmo que seja rezar.
Aliás, rezar por alguém é a primeira coisa que se pode fazer por alguém.

Terremoto no Chile

A terra treme no Chile, mas abala o mundo.

Por que não bebo - parte 2

A bebida mata. Prefiro morrer sóbrio.

Não beber é questão de solidariedade: é um chato a menos no mundo.

Beber é supérfluo. Quem bebe muito tem ressaca e acorda de mau humor no dia seguinte. Eu naturalmente já acordo de mau humor no dia seguinte.

Encher a lata é entediante. Cerveja, pinga, uísque, no final tudo vira urina mesmo.

Promoção carro zero 2010

Prezado(a),

Seja um patrocinador(a) do ETVH também.

Escreva para o seu jornal, revista ou portal de preferência (Estadão, UOL, Folha, G1, Ig, Época etc) e peça ao editor para contratar esta coluna.

Só assim conseguirei comprar um carro zero este ano. :-)

Obrigado pela força.

Erotismo

Erotismo gratuito é broxante.

Por que não bebo - parte 1

A bebida é um recurso escasso. Se eu beber, vai sobrar menos bebida para os que bebem.

Um bebedor a mais vai aumentar a demanda, e o preço da bebida pode subir. Então, não bebo.

Um bebum a menos é um lugar a mais no boteco, um mictório livre a mais na hora do aperto, um leito livre a mais no pronto-socorro...

Bebida faz mal para um órgão fundamental do ser humano: o bolso.

O twitter mudou minha vida

Antes, eu era um blogueiro frustrado.
Agora sou um twitteiro frustrado.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

O juiz e a cabra - parte 3

O juiz pensou por alguns segundos. O que será que ele quiz dizer com aquilo? Teria suspeitado de algo?

- Como assim não é sua? O senhor mesmo a reconheceu. Trouxe até testemunhas que confirmaram a identidade da cabra – disse o juiz, tomando a dianteira naquela perigosa conversa. – Ou o senhor e as testemunhas disseram inverdades?

- Não, doutor. Eu tinha reconhecido a cabra porque parecia mesmo a minha cabra. Mas depois eu vi que não era. Ela é diferente. Por isso estou devolvendo.

- Mas, homem, esses bichos mudam mesmo. Essa experiência de ter ficado longe do senhor, de casa, deve ter abalado um pouco a bichinha. Vai ver foi algo que ela comeu por aí... Logo, logo, passa. Devolva, não. Pode levar.

- Doutor, mudança pouca até entendo. Mas acontece que uma cabra não pode diminuir de tamanho. Essa é menor que a minha cabrinha!

O juiz não sabia que sistema métrico ou que elemento de referência o camponês usava para medir seus animais, mas o instinto de honestidade daquele homem poderia causar problemas. Se ele levasse adiante a questão, iria chamar a atenção do povo e seria necessário tomar providências... Bem que seu pai dizia para ele fazer concurso para cartorário. Lidar com papel é menos complicado do que lidar com gente. O papel aceita tudo. Basta uns carimbos aqui e acolá...

- Doutor, posso deixar a cabrinha aqui, então? Ou levo para a delegacia? perguntou o cidadão, querendo trazer um pouco de prática ao diálogo.

O juiz, cercando o homem, foi direto ao ponto. – Impossível devolver. Ou o senhor leva essa cabra já ou fica sem cabra nenhuma, entendeu?

O matuto entendeu o recado e levou a cabra embora, deixando o magistrado a sós com a justiça dos homens.

Fim

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Desastre no Carnaval

Sambista perde o breque e bate o carro.

O juiz e a cabra - parte 2

O juiz ficou atônito com a informação de que havia comido a cabra em poder da força policial e que deveria ser restituída ao dono.

- Tem algum problema, doutor? – perguntou um dos dois policias que guarneciam a cidade.

- Se a palavra “peculato” significa algo para vocês dois, tem – respondeu o magistrado, antevendo problemas.

- O que faremos então, doutor? O dono do animal que virou churrasco vai reclamá-lo na delegacia.

- Comprem uma cabra igualzinha e dêem para ele. Nem vai perceber a diferença. Vão, vão, depressa!

A dupla seguiu em diligência. Mais tarde, procuraram o juiz:

- Doutor, tudo em ordem. Reposição feita.

No dia determinado, o dono compareceu à delegacia e resgatou a cabrinha.

O juiz suspirou aliviado e retomou o seu expediente de uma hora diária.

Poucos dias depois, chamam o magistrado no gabinete:

- Doutor, tem um cidadão aqui querendo falar com o senhor (cidade pequena é assim, não precisa marcar hora).

- Mande entrar, disse o juiz.

- Ele não pode. Quer conversar com o senhor aqui fora.

- Como não pode? Não precisa ter cerimônia (a cidade era tão pequena e ordeira que quando o juiz entrava no restaurante, todos se levantavam).

- Ele pode, quem não pode é a cabra. Ela pode fazer feio aí dentro.

O juiz ficou surpreso. O que aquele sujeito queria com ele? E ainda trouxe a cabra... Na certa, queria agradecer, trazia algum litro de leite de cabra, essas coisas. O povo daquela cidade era muito dado a essas gentilezas para com as autoridades. Levantou-se e foi à porta.

- Tarde, doutor.

- Tarde. O senhor queria me ver?

- Sim. Sabe o que é doutor? Não posso ficar com essa cabra.

- Uai, homem, por quê?

- Essa cabra não é minha.

Fim da parte 2. Continua...

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

terça-feira, fevereiro 09, 2010

O diabo riu da minha cara

Moleque de tudo, adorava um fliperama. Qualquer moedinha, qualquer troquinho de pão, torrava tudo com diversões eletrônicas.

Em um boteco perto de casa tinha uma máquina de fliperama chamada Buccaneer. Um dia passei lá para gastar fácil uns centavos que meu pai suou para ganhar. Como o dinheiro era de menos e eu era ruim demais, as bolas cromadas caíam vertiginosamente. Eu já ia lançar a última bolinha, o placar estava lá embaixo, e o desespero começou a tomar conta de mim. Meu vício pedia mais.

Antevendo a abstinência forçada pela escassez de recursos e de talento, apelei: “-Se o diabo existe, quero jogar sem ter de pagar!”

A última bolinha caiu direto e reto, alheia ao meu desafio.

Decepção.

Eu já ia virando as costas, quando outra bolinha se apresentou para continuar o jogo.

Achei estranho. Mas continuei a jogar.

A bolinha caiu. Joguei de novo. E veio outra. E mais outra. E mais outra.

Eu nem acionava mais os controles. Disparava a bolinha, ela percorria todo o percurso e caía direto. Imediatamente, a máquina fornecia outra bolinha para continuar a partida.

Desisti da brincadeira. Fui para casa ligeiro.

Naquele dia parei de jogar fliperama.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Quer ser diferentão?

Todo mundo lê Veja, Estadão, Folha ou O Globo.

Quer ser diferente?

Leia e indique também o ETVH:

http://etristeviverdehumor.blogspot.com.

O dia em que o Batman me barrou na DC Comics ou o dia que conheci Alfred E. Neuman

Na primeira vez que fui a Nova York - quero dizer, na única vez em que estive lá - montei um roteiro de visitas um pouco esquisito, que incluía, entre outras coisas, visitar algumas redações. A primeira da lista era a DC Comics, editora do Super-Homem.

No segundo dia da estada, fui munido da minha câmera fotográfica para a Broadway. Logo de cara, uma surpresa: a recepção era decorada como a Batcaverna e até a sinalização das rotas de fuga do andar eram desenhadas em estilo comics.

Apresentei-me como jornalista brasileiro e manifestei minha vontade de conhecer o staff da editora.

Tudo isso sem agendar... É claro que não iria rolar. Nem os culpo.

Após receber um "no" bem grande, já estava pensando em desistir desta peregrinação nerd quando descobri que a redação da revista Mad, que também pertencia à Time-Warner, funcionava no mesmo prédio.

Não tive dúvidas. Migrei alguns andares e repeti o ritual. Disse que era jornalista do Brasil e que queria muuuuito visitar a redação etc.

Minutos depois, uma simpática moça, de sobrenome Gaines (Bill Gaines era o publisher original da Mad, na década de 50) recebeu-me e me apresentou à equipe, mostrou a capa da próxima edição e um trabalho original do Mort Drucker, um dos mais famosos desenhistas de sátiras cinematográficas da casa. E ainda me presenteou com vários exemplares da revista!

No final, a apoteose: a Gaines tirou uma foto minha ao lado de uma estátua do mascote da Mad, o Alfred E. Neuman, que ficava na entrada da redação!

Foi melhor do que ganhar um cinto de utilidades fake.

domingo, fevereiro 07, 2010

O juiz e a cabra - parte 1

O juiz havia se instalado há poucos meses numa cidadezinha do interior quando, um dia, um cidadão apareceu com uma cabra no Fórum.
- Dr., achei essa cabra, não sei o que fazer com ela.
Finalmente algo acontecia naquela cidade marasmenta, pensou o magistrado.
- Despachem o animal para delegacia e tomem conta dela até que o dono apareça - ordenou o togado à força policial, constituída de dois homens.
Manda quem pode e obedece quem tem juízo, o animal foi depositado nos fundos da delegacia.
Dias depois, apareceu um homem no Fórum reclamando o animal.
- Seu juiz, soube que acharam a minha cabrinha. Vim levá-la de volta!
- Um momento, meu senhor. Não é bem assim! Vamos marcar uma audiência, o senhor traz as testemunhas e só depois de comprovar que ela é sua poderá levá-la.
Audiência marcada, testemunhas ouvidas, a cabra era mesmo do homem. Após esgotar todas as formalidades do trâmite, finalmente o representante da Justiça deliberou:
- Pode comparecer à delegacia para levar sua cabra embora.
No final do expediente daquela dia - o juiz entrava 12h45 e saía 13h45 - a força policial o aguardava.
- Doutor, podemos lhe falar?
- Claro, fiquem à vontade...
- Lembra aquele churrasco que fizemos?
- Sim.
- Que o senhor também comeu?
- Lembro. O que tem ele?
- O churrasco era a cabra.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

São Paulo, Amazonas

Estamos assistindo à amazonificação de São Paulo.
Chove aqui que nem lá.
Imagino as conversa no mundo corporativo nesses tempos diluvianos:

-Vamos marcar a reunião antes ou depois da chuva?

Ou
- Hoje estou sem barco. Você me dá uma carona?

Ou
-Olha só isso! Comprei essa roupa de mergulho na Vila Romana.

Ou.
- Não me venha com esta desculpa de leptospirose. Quero esse relatório para amanhã!

Ou
- Menina, um luxo esse seu salto 30 centímetros!
- É para pular poça d'água.


quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Escravos modernos

Estava colocando no escritório e me dei conta do tsunami de papéis que estava sob a mesa.

Fiquei pensando: somos nós que organizamos todos esses papéis (tributos, taxas, impostos, recibos, extratos) ou são os papéis que nos organizam?

Vivemos em função deles e não o contrário, como deveria ser.

Somos escravos da burocracia.