sexta-feira, julho 31, 2009

SMS para QI de samambaia

Mais um exemplo de SMS inoportuno e que insulta a inteligência do destinatário. Pode ser falcatrua, pois desconheço o número da assinatura, mas já recebi torpedos oficiais de operadoras tão esdrúxulos quanto esse.

"Surpresa! Quer faturar um Wii?

Jogue agora o Desafio e some pontos até 23h59.

Responda com A, B ou C:

Samambaia é um tipo de A) planta, B) animal, c) metal.

R$ 1,99/2perg

9696700"

sexta-feira, julho 24, 2009

Inclusão digital

Fala-se muita da inclusão digital, mas a informática em si é excludente.Por natureza. Ou por capricho.

Quando fui iniciado nos mistérios da programação, um dos maiores pecados do mundo era inserir um cedilha no meio do código. Isso dava um bug desgraçado e perdia-se uma eternidade até descobrir o problema. Na maioria das vezes era um cedilha esquecido no meio de alguma instrução.

Qual foi a solução? Exilamos o cedilha da aula de programação.

Sem falar que a maioria das linguagens é escrita em inglês. Quer coisa mais excludente que isso?

Por isso acho muito estranho associar os termos "inclusão" e "digital" em uma mesma frase.

quinta-feira, julho 23, 2009

O inquisidor

Talhava letras no papel com o aço da sua pena,
cada palavra ferrada como uma tatuagem
no braço de quem era endereçada a mensagem.

A crítica banhada em nanquim,
assim consagrava o veredicto:
demônio ou serafim,
profano ou bendito.

Era digital: há virtude no virtual?

Como otimizar a conversa com os amigos

Perdi a conta das chances de reencontrar amigos, por motivos diversos. Não somos donos de nós mesmos muito menos de nosso tempo.

Por isso é muito importante otimizar ao máximo o tempo valioso e escasso que passamos com nossos amigos. Nada de perder tempo com futilidades. O que agrega à amizade, numa situação dessa, gastar saliva sobre futebol, tempo e futebol? Temos de ir direto ao ponto, falar das coisas que realmente importam e que fazem a diferença na nossa vida.

Por isso eu já tenho esquematizado na cabeça um roteiro de conversa para meus camaradas de infância, faculdade, prancheta e de outros empregos, caso nossos caminhos voltem a se cruzar.

- E aí, amigão, já fez seu exame de toque retal neste ano?

Primeiras palavras

quarta-feira, julho 22, 2009

Sobre oportunidade




Não é de se estranhar que um famoso banco, comandado por um empresário que atende por nome e sobrenome que começam com a mesma consoante, seja frequentemente associado a 9 em cada 10 grandes falcatruas nacionais.

A oportunidade faz o ladrão.

terça-feira, julho 21, 2009

Porque as pessoas não ganham sozinhas na mega-sena acumulada

Descobri porque vários jogadores contumazes nunca ganharam na mega-sena acumulada sozinhos.

É porque a mega-sena os transformariam em pessoas piores.

Certas pessoas dizem, avaliando a hipótese de enriquecerem da noite para o dia, que varreriam todo seu passado e sumiriam do mapa com todo esse dinheiro. Ou seja, seriam egoístas ao extremo.

Já vi pessoas, em êxtase, lambendo os beiços mesmo, dizendo que iriam todo dia aos restaurantes mais caros da cidade. Mais um pecado aflora regado a dinheiro: a gula.

Os mais recalcados diriam que gastariam tudo com esbórnia e excessos: virariam réprobos promíscuos.

Há aquela parcela de ricos imaginários que não pensariam duas vezes: se ganhassem na mega-sena queimariam toda a mobília de casa e ficariam assistindo ao espetáculo pirotécnico. Sinal de que se tornariam déspotas inconsequentes.

Não muito diferentes dos demais canditados à fortuna, outros se pronunciaram. Trocariam até o cônjuge. Fica configurada a tendência para a ingratidão e desrespeito.

Muitos revelaram que mandariam o trabalho para as cucuias e viveriam de sombra e água fresca. Como vêem, a preguiça e ociosidade tomariam conta desse abastado.

Por essas e outras, creio que alguma instância - chamem do que quiserem: lei maior, sorte, providência, acaso - decidiu preservar tais pessoas das riquezas materiais repentinas.


Eu? Se ganhasse? Eu pararia de postar nesse blog.

sexta-feira, julho 17, 2009

Propaganda gratuita


Pouca gente parece que percebe, mas trabalhamos muito de graça para os outros.

Dois exemplos: aquela plaquinha que as concessionárias fixam nos automóveis à revelia do comprador. Os motoristas rodam por aí fazendo propaganda da revendora. De graça.

A mais descarada forma de propaganda gratuita está sendo adotada pelas fabricantes de smartphone.

Para que eu preciso saber se uma mensagem foi encaminhada para mim a partir de um aparelho da marca "x" ou "y"?



Princesas não precisam de príncipe. Precisam de podólogo

domingo, julho 12, 2009

A profissão mais antiga

Dizem que a prostituição é a profissão mais antiga.

Errado. A profissão mais antiga é a do lenocínio.

Consultor


O consultor é um cara pago para dar uma opinião de um ponto de vista distante do problema.

Mas se ele está distante do problema, como é que pode opinar?

Consulta

Enxoval completo

Minha filha ganhou um vestido de princesa da tia.

- Faltou o colar, tia - disse a pequena.

- Falta, não, eu trouxe - disse a tia triunfante.

- Faltou o brinco, tia - retrucou a garotinha.

- Falta, não, também trouxe - e a tia sacou o acessório, com o ar de satisfação de quem pensa em tudo.

Mas a menina não se deu por vencida.

- Faltou o príncipe, tia!

segunda-feira, julho 06, 2009

Dica para analisats financeiros


Senhores analistas, não percam tempo lendo balanços. É um inventário incompleto.

O mais importante de uma empresa não entra na contabilidade. Não há uma linha para clima organizacional, sangue, suor ou lágrimas. No balanço não se fala daquela vez que a Vanusa virou dois dias seguidos para entregar um projeto que foi abortado na manhã seguinte sem qualquer explicação. Nem daquela vez que o Zeca deixou de encontrar a namorada para fazer hora extra. O Zeca bateu a meta naquele mês, mas perdeu a namorada. O coração partido do Zeca não foi contabilizado. Nem foi citado no balanço que a Rosinha chorou de raiva por ter de refazer um relatório seis vezes por capricho do seu superior.

Lucro bruto, patrimônio líquido, ativo imobilizado, passivo, circulante... Não há uma linha para fraternidade, solidariedade, respeito. Numa empresa não há lugar para nada disso. É estranho pensar assim. Mas é verdade. Pessoas são recursos humanos. Como um computador é um recurso, uma cadeira, uma mesa. Substituível. Quebrou, joga fora. Pega outro.

Desconfie da empresa que colocar a moral dos colaboradores no balanço.

Essa empresa merece sua atenção.





Pesquisa de mercado

Uma grande transnacional, dessas que fabricam desde palito de dente até ônibus espacial, quis saber do que seus clientes mais precisavam no momento. As vendas não iam bem e o diretor de marketing estava preocupado. Encomendaram uma pesquisa para ontem.

Dois meses depois, saiu o resultado.

- Então, do que nossos clientes mais precisam? Um forno micro-ondas de bolso? Um batom de duas cores? Um pneu anti-furo? - perguntou o diretor de marketing, com a certeza de que conhecia bem o seu rebanho, digo, público.

- Não - respondeu o diretor de atendimento do instituto de opinião pública.

- Já sei. Precisam de um modess reutilizável. Está na moda essa história de reuso. Coisa de ambientalista, você sabe... - insistiu o marqueteiro.

- Nada disso. Se o senhor me permitir continuar a apresentação...

- Meu amigo, eu conheço essa gente. Faz anos que eu trabalho para atender as necessidades deles. Nossa equipe passa meses morando com nossos consumidores. Sabemos até quantas vezes vão ao banheiro por dia.

- Talvez o senhor tenha uma supresa.

- Meu amigo, meu trabalho é surpreender, não ser surpreendido. Não tem nada aí que eu já não saiba.

- Então posso prosseguir?

- À vontade - desdenhou o diretor de marketing, já desconfiando da seriedade do estudo.

- Bem, após extensa pesquisa de campo, ouvindo consumidores dos países onde a sua empresa atua, chegamos à conclusão de que seus clientes precisam de algo que não está em seu portfólio.

- Duvido. Nós preenchemos todas as necessidades deles. Temos mais de 3 mil itens nos mercados. Produzimos coisas que eles nem sabem que precisam...

- Desculpe, mas revisamos toda a metodologia, a margem de erro está dentro dos padrões estatísticos, a amostra foi cuidadosamente selecionada.... Cientificamente, o estudo é perfeito.

- Mas então que raios de artigo eles estão precisando?

- Fé.


Materialismo


O sujeito era tão materialista,
mas tão materialista,
que sua alma pesava
5 kg.

sexta-feira, julho 03, 2009

Os livros de Administração estão errados

Há diversas definições para corporação. Uma das mais esdrúxulas é a analogia com o corpo humano. Senão, vejamos. No corpo humano, os órgãos trabalham em harmonia para o bem comum, cada um na sua. O rim não compete com o pâncreas nem planeja tomar o lugar do fígado. O coração não sabota o cérebro. O pé não se mete à besta de querer trocar de lugar com a mão. Todo mundo fala a mesma língua. O cérebro coordena tudo, mas sem castigo ou recompensa. E ninguém fica de braço cruzado esperando o circo pegar fogo, não. Quando um órgão falha, o organismo tenta compensar o problema. Se o indivíduo fica cego, os demais sentidos ficam mais aguçados, por exemplo. Uma mão lava a outra.

Já numa corporação, como uma empresa, a coisa é diferente. É cada um por si e todos por ninguém. O empregado quer cada vez ganhar mais e trabalhar menos. O empresário quer aumentar a produção e reduzir custos, principalmente com mão-de-obra. O marketing quer uma linha de produtos cada vez mais diversificada e personalizada para os clientes. O gerente da fábrica quer uma linha de produção cada vez menos personalizada e mais fácil de administrar. Para isso, ele precisa investir mais na automatização, mas o financeiro não quer abrir a mão. E os acionistas não querem saber de nada disso, só do lucro.

Uma corporação não tem a mínima semelhança com o corpo humano. Já pensou se de repente os órgãos fizessem uma reengenharia e decidissem fazer um outsourcing do fígado? Ou cortar um dos rins (para que duplicidade de funções?). Ou ainda fazer um rodízio na administração e designar o intestino para comandar a seção hepática? Ia dar merda.

É justamente isso o que acontece nas corporações.

quarta-feira, julho 01, 2009

Hacker ético é o mesmo que tarado virgem

Recebi dia desses um spam sobre um curso denominado "hacker ético".

Começou mal. Faltou coerência. Se o curso fala de ética, não deveria ser divulgado por spam.

O curso salientava a importância de se conhecer como funciona a cabeça de um hacker para poder se proteger dos ataques deles.

O conteúdo tem lá sua utilidade.

Questiono o rótulo.

Atribuir ética a um hacker é ser antiético.

Pedido consciente

Cuidado com o que se pede.

O pedido pode ser atendido.

Nóis na mídia