terça-feira, junho 30, 2009

Mais sobre o diploma de jornalismo

Não me preocupo com a concorrência de profissionais sem diploma de jornalismo.

Muitos sem diploma têm capacidade para escrever bons textos, apurar informações, etc.

Mas poucos vão conseguir sobreviver com o salário pago aos jornalistas.

quarta-feira, junho 17, 2009

Receita Federal



O Fisco é bastante rigoroso.

Nenhum cidadão honesto é poupado.

Sarney e o ato secreto


Sarney não tem culpa de nada.

É verdade.

A culpa é dos pais dele.

Ato secreto



O ato secreto é uma sacanagem explícita.





IRPF 2009

Terrorismo jornalístico: tragédia é boa notícia

Um grande telejornal nacional está comemorando algumas décadas no ar.

Para celebrar a data e fazer uma média, estão divulgando os principais feitos das afiliadas em todo o País.

Mas reparem bem: só mostram desgraça e tragégias captadas pelas lentes regionais. Como se nunca tivessem dado uma boa notícia na vida. Ou prestado um serviço relevante e cidadão.

Lembro que, em uma delas, a reportagem mostrava uma família se afogando (graças a Deus foi resgatada).

Quer dizer, a equipe, em vez de ajudar de alguma forma, nem que seja com apoio moral, se ateve apenas a registrar as imagens.

Isso vale a máxima do jornalismo: boas notícias são as más notícias.


terça-feira, junho 09, 2009

Publicidade minimamente invasiva - uma questão de sobrevivência

O Marketing está precisando cada vez menos de profissionais criativos.

O que o Marketing e áreas complementares ou afins (Publicidade, Propaganda etc.) precisam é de cirurgiões. Daqueles, com bisturi bem preciso, que conseguem identificar de olhos fechados e com o tato os diferentes tipos de tecidos e extirpar o que não é necessário ou que não está funcionando bem.

No entanto, acompanhando a evolução das técnicas hospitalares, este cirurgião também deveria empregar procedimentos minimamente invasivos, ou seja, aqueles menos agressivos ao paciente e que possibilitam uma rápida recuperação.

Nada de avalanche de malas-diretas, encalhando na porta dos apartamentos, ou de torrente de spams atolando caixas postais. Muito menos ainda abordagens indiscretas ou impertinentes, ou anúncios que insultam a inteligência ou bom gosto do público.

Este cirurgião, apesar do olho clínico extremamente treinado e domínio técnico, deverá tomar suas decisões e adotar suas boas práticas cirúrgicas segundo o princípio máximo da Medicina: a preocupação genuína com o bem-estar do seu paciente. Isso, a meu ver, é a principal deficiência do Marketing e da Publicidade. Vale tudo, hoje em dia.

Marqueteiros e publicitários, façam, com urgência, uma pós-graduação em Medicina ou até em Enfermagem, antes que os profissionais de saúde descubram esta demanda reprimida por bom senso nas fileiras da Propaganda e do Marketing.

Sinceridade

sexta-feira, junho 05, 2009

TIM de novo: Loteria e homen azul cuspindo letras nos outros

Recebi um torpedo da TIM com uma nova promoção. Basta eu mandar um SMS - pago, é claro - com uma palavra para eles para concorrer a prêmios.

Pergunto: isso não é jogo de azar? Concurso cultural não é, pois não me perguntam nada.

Será que eles têm autorização da Caixa Econômica Federal para fazer isso?

E outra quem disse que estou interessado em receber torpedos comerciais da TIM? Só o fato de ter um número dessa operadora lhe dá o direito de ficar entulhando minha caixa postal com essas mensagens?

Em tempo> e o comercial com o Grupo Blue Men? Aquela história do azulão cuspir letras nos outros dá uma idéia do respeito da operadora pelos seus clientes..

segunda-feira, junho 01, 2009

Memórias da caserna: cordeiro em pele de lobo

Eu semanalmente tenho pesadelos com o meu serviço obrigatório no Exército. Invariavelmente, no sonho, estou de plantão ou tenho de usar uma Beretta 9 mm em legítima defesa. Logo eu, que abomino armas. Bem, tudo isso para explicar porque compartilho com vocês aqui algumas memórias desse período trevoso da minha vida: é para exorcizar meus demônios interiores mesmo.

Como hoje faz frio e estou com sinusite, lendo que a Coréia do Norte está ameaçando lançar mais um míssel atômico de longo alcance (ainda que seja de pequeno alcance, já uma temeridade uma arma atômica na mão de qualquer nação), lembrei-me de um episódio chinfrim, mas que dá o que pensar.

No inverno de 89, nosso pelotão iria fazer seu primeiro bivaque. Para quem não sabe, bivaque é um acampamento, claro, a céu aberto. Passaríamos uma noite na natureza em um aprazível terreno encharcado nas redondezas de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde a temperatura normalmente é mais amena e há mais cerração do que na capital

Desnecessário aqui narrar as humilhações impingidas aos recrutas pelos praças e oficiais. Vou me ater a uma injustiça ainda mais cruel, que é a perpetrada pelos próprios iguais.

Depois de uma série de treinamentos, ordem unida e maus tratos, autorizaram a tropa a descansar. Depusemos parte da tralha pessoal de campanha e nos preparamos para dormir ao relento, em meio à neblina, no chão úmido que o diabo amassou. Quando fui procurar minha manta na mochila, uma surpresa: alguém havia surrupiado o cobertor.

Em vão qualquer tentativa minha de localizar a peça. Como eu estava incorporado a outra companhia provisoriamente, seria ingênuo demais esperar qualquer tipo de cooperação, pois a rivalidade entre os dois grupos era pior do que entre corintianos e palmeirenses. Também não podia contar com os cabos e sargentos para uma devasssa. Eu provavlemente ainda seria punido por ter perdido a manta ou todos ali teriam de fazer flexões até a manta aprecer - se é que fosse aparecer. Na certa, se isso acontecesse, eu levaria um "chá de cobertor" dos recrutas na primeira oportunidade. Vocês vão entender minha precaução depois de eu explicar o que é o "chá de cobertor. O "chá de cobertor" é uma variação do corredor polonês ou da lapidação bíblica. Os valentões jogam um cobertor sobre a vítima e a enchem de sopapos e pontapés, ou, conforme os humores, dão golpes com os coturnos, segurando-os pelos cadarços e usando o calçado como uma maça.

Então, aconteceu o inesperado. Um conscrito de nome Andrea, que mais tarde eu soube ser um vocalista de uma banda de heavy metal na sua vida paisana, condoído da minha miséria, fez um apelo aos camaradas para que me devolvessem o butim. A moral dele devia ser alta, pois do nada surgiu uma manta e pude, com um pouco menos de desconforto, repousar o esqueleto por algumas horas.

Não foi a noite mais fria da minha vida, mas chegou perto. Felizmente, ao redor tinha um bom samaritano, que conquistou o meu mais sincero respeito durante o meu estágio forçado na caserna. Aprendi mais com aquele gesto dele do que com toda a instrução moral e cívica que recebi no quartel.


Disciplina