quinta-feira, abril 23, 2009

Proibido dirigir: o Brasil sem carros

Os carros poluem muito. A poluição ambiental, como se sabe, mata. É um problema de saúde pública. 
 
Em breve, os motoristas serão tratados como os fumantes inveterados. A indústria farmacêutica vai lançar um patch de gasolina ou diesel - igualzinho aos de nicotina - para colar na pele. 

"Você andou dirigindo de novo, pai", dirá a filhinha ao seu pai, ao sentir o cheiro de combustível na roupa dele. "Que mancha de graxa é essa no seu colarinho?", poderá inquirir a esposa desconfiada.  

Ninguém vai querer ser fotografado em público dirigindo um carro.  

A publicidade automobilística será banida dos meios de comunicação. Sem anúncio de cigarro, álcool e carros, os meios de comunicação serão obrigados a publicar matérias de informação e prestação de serviço para sobreviver...  

As montadoras e concessionárias poderão se dedicar ao seu verdadeiro core business: financiamento a juros hemorrágicos.  

Na falta de suas tradicionais vítimas, os flanelinhas vão passar a achacar dinheiro de quem quiser estacionar o traseiro nos bancos da praça.  

Será um alívio para a indústria de bebida alcoólica. Ninguém mais vai morrer embriagado ao volante. Vão morrer por intoxicação etílica na calçada mesmo. É mais seguro.  

A CET vai multar pedestres.  

O Denatran vai obrigar os cidadão a andarem com uma placa veicular nas costas.  

O Estado vai cobrar licenciamento, IPVA e IPI dos transeuntes. E criar mais burocracia para a retirada de tais documentos.  

Os despachantes vão faturar mais dinheiro ainda.  

E os sacoleiros vão começar a trazer autopeças do Paraguai em vez de cigarros.  

Pensando bem, libera o carro.  

Vai dar menos dor de cabeça.

7 comentários:

Rodrigo Gonzatto disse...

É triste viver de humor.

Anônimo disse...

acho que não era para chegarmos a reféns dessa joça. reduzir drasticamente será uma obrigatoriedade. mas como vivemos, "mesmo andando a pé", numa sociedade dependente da produção desta merda, acho muito distante o dia em que essa diminuição ocorrerá. e o problema é muito maior do que a poluição.
anote aí em seu caderninho.
mas paro por aqui, porque já escrevi demais e não vou além.

Anônimo disse...

Concordo com o lado humorístico, também queria ver carros "proibidos".

Mas, o que polui na verdade é a combustão (e excesso de gente por m² nas cidades)... Já está mais que na hora de o governo fazer opção séria (não demagógica) pelas energias limpas. Os países do 1º mundo já começaram, timidamente mas começaram. Na minha opinião, deviam atrelar a liberação de empréstimos às montadoras ao plano de produção de veículos movidos à energia não poluente. E cobrar juros e impostos astronômicos das empresas sem planos de proteção ambiental realista. Geraria mais empregos no segmento automobilístico, petróleo teria uso mais nobre do que ser queimado, e ninguém seria multado por sentar nos bancos dos jardins sem pagar ICP (Imposto sobre Circulação de Pessoas)

(Sonhar, por enquanto, ainda não custa impostos)

Ulires disse...

melhor liberar o carro... hehehe... boa!

vivo no interior e só uso o carro no fim de semana pra ir aqui e alí...

vi seu texto no Blue Bus e gostei do blog! :)

Marcelo de Andrade disse...

Prezados, obrigado pela visita. Eu também acho que há carros demais. Da minha parte, apenas um Volvo esportivo na garagem já me bastaria. :-)

Ulires disse...

um audi TT me faria um bem danado... hehehe

uai, mundo? disse...

E a Petrobrás, hein? Devia passar a produzir pinga. Já que não vai dirigir, pelo menos beba!, seria o slogan. Muito boa essa. Paz e bem.