segunda-feira, dezembro 17, 2007

Um contra seis

Às 10 horas da madrugada de domingo, no Ceasa, um bêbado tomava uma cerveja na coxia de uma barraca de legumes, importunando com sua presença etílica funcionários e clientes. Chamaram a segurança. Apareceu um pelotão de meganhas.

- Você tem que se retirar. Vai por bem ou por mal? - perguntou um dos guardas.

O bêbado fitou o segurança, um tanto contrariado, mas não perdeu a pose. Com o dedo, contou mentalmente um a um os seguranças. Eram seis. Fez uma pausa cambaleante, deu um último gole na latinha de cerveja e se foi, um tanto contrariado, escoltado até a saída.

Não ficou claro para os presentes se o bêbado, com o gesto da contagem, queria confirmar se não estava vendo em dobro, ou se era para insinuar que, mesmo na sua condição, poderia enfrentar menos do que meia dúzia de seguranças.

Uma coisa ficou patente: era bêbado, mas não era burro.

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